
Os alinhadores (e a ancoragem esquelética) são os verdadeiros grandes avanços da Ortodontia Contemporânea. Assunto inquestionável. Ponto.
Práticos, estéticos, confortáveis e higiênicos, eles são “quase” o aparelho ideal.
E por que o “quase”?
Porque eles também têm defeitos e problemas.
Primeiro vou falar do que gosto dos alinhadores e depois os “poréns”.
Na primeira vez que fiz uso de alinhadores tive um surpresa pra lá de agradável. Percebi a felicidade do meu paciente com o conforto e a estética do aparelho. Foi a primeira vez que tive a sensação que o meu cliente "quicava de felicidade".
Isso mesmo, o meu paciente só faltava pular de alegria. E o porquê disso?
Porque ele já tinha usado aparelho fixo antes e sabia a diferença de estética e conforto. Que no caso, era gritante.
Embora isso tenha sido no início dos anos 2000, a qualidade dos alinhadores já era inquestionável. A empresa pioneira sempre foi diferenciada.
Movimentos precisos, material de alta qualidade, planejamento digital com o clincheck®, atendimento personalizado e a segurança do refinamento fez com que os alinhadores começassem a sua jornada de maneira quase perfeita.
Até hoje é assim, e vem melhorando cada vez mais a qualidade dos tratamentos. O que é muito bom para Ortodontia.
Tem quem fale mal da qualidade de tratamento dos alinhadores. Mas é preciso que se observe quem é a voz que se contrapõe a este tipo de terapia.
Sim! Porque tem os que falam com propriedade e outros que nunca fizeram um tratamento sequer com este tipo de aparelho, mas se acham no direito de opinar.
Para o segundo grupo, deixo a minha indiferença. Afinal, não costumo escutar as pessoas que falam daquilo que não conhecem.
Já no primeiro grupo, eu me incluo algumas vezes.
E quais são os defeitos que eu vejo nos alinhadores?
São dois os principais: tempo e dinheiro.
Em terceiro e quarto lugar, qualidade de refinamento ortodôntico e dependência da cooperação do paciente .
Então vamos lá!
Por que tempo e dinheiro são problemas no alinhador? Porque os alinhadores são mais caros do que os aparelhos convencionais e levam muito mais tempo para serem confeccionados. Dois problemas, que embora não seja insolúveis, atrapalham bastante o bom andamento de uma clínica ortodôntica.
Há de se saber manejar esses problemas, para que não se venha a ter problemas de insatisfação com os pacientes. Embora o uso de scanner intra-bucal venha ajudando na solução destas questões, o próprio equipamento é muito caro.
Quanto a qualidade da finalização ortodôntica posso dizer que ela é variável e inversamente proporcional às exigências oclusais, funcionais e estéticas. Ou seja, quanto mais complicados os problemas estéticos e oclusais, menores as chances dos alinhadores conseguirem bons resultados.
Já no caso da necessidade de cooperação não tem muito o que ser dito. Embora confortáveis e estéticos, o paciente pode decidir que não quer usar da maneira necessária. Aí já era! Mas o paciente sabe das suas responsabilidades.
Será? Nem sempre!
Eu sei que alguns podem dizer que estou errado em alguns pontos. Admito, posso estar mesmo. Mas a minha experiência de quinze anos com alinhadores insiste em dizer que tenho alguma razão.
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